quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Caminhos

Estou em uma estrada de terra, o ar é seco, o sol é forte e a poeira penetra meus pulmões sem exitar.
À frente vejo uma estrada longa, porém com bifurcações, inúmeras, uma após a outra. Chego até a primeira e a placa nada me indica, apenas apresenta algumas indagações. Parada em frente à placa, reflito e busco as respostas. Confusa e ansiosa, respondo na placa mesmo. Some tudo o que estava escrito e surge uma seta indicando a estrada da esquerda.
Após titubear um pouco resolvo seguir o caminho indicado e nas bifurcações seguintes encontro a mesma situação. Respondidas as questões sigo sempre a estrada indicada.Várias bifurcações depois indago-me o motivo de tais perguntas antes de saber o caminho a seguir. Olho para frente e um enorme muro de pedra está erguido no final da estrada.
Estou cansada, velha, sozinha e triste. A razão dominara todas as minhas escolhas e o caminho traçado culminou em uma estrada sem volta ou saída.
Acordo assustada, minhas mãos tremem levemente, estou suando e dos meus olhos saem lágrimas.

Talita Wuerges

Um comentário:

Fabio Roger disse...

nossa.. penetrante.