segunda-feira, 28 de março de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Hoje recebi de uma amiga e colega de Movimento Estudantil o link de uma coluna da revista Veja sobre o Movimento Passe Livre e as manifestações contra o aumento das tarifas do transporte "público" daqui de São Paulo. Li até o final sem acreditar no que estava escrito.
Pois bem, escrevi alguns comentários que não conseguiram ficar guardados:
"Os parlamentares foram ELEITOS, representam a sociedade. Os seus 'depredadores' não representam ninguém — nem mesmo os que andam de ônibus, já que esse não é o caso deles." A pessoas na rua, protestando por seus direitos de ir e vir não representam a sociedade? Representam muito mais do que os muito bem pagos seres eleitos para o "poder" que normalmente ficam a parte da realidade da sociedade.
"Professores, geralmente daquela terra-de-ninguém chamada 'área de humanas', estão incitando os estudantes a 'participar' do que seria um movimento de cidadania." Terra-de-ninguém a área das humanas? Tenho medo do que este tal de Reinaldo Azevedo considera como uma boa formação para os nossos jovens.
E quanto à passagem que continua abaixo do custo, o salário mínimo também continua MUITO abaixo do digno para um trabalhador.
Cada vez mais percebo que a Veja é uma péssima revista. Publicar isto... Faz favor!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Força.
Um frio na barriga, um aperto no peito. Estou sobre o mar e as areias que por muito tempo foram meu refúgio constante. E ainda são, mesmo que mais espaçadamente.
Olho para o lado e na poltrona 4E está sentado um senhor desconhecido, lendo serenamente uma revista qualquer. Olho para o outro lado e vejo a ponta da asa e aquela imensidão que costumo chamar de paz: o mar... De cima a "minha" praia, que conheço cada palmo desde os meus primeiros anos, parece infinita. Tão infinita quanto o mundo que tento abraçar e nunca cabe entre minhas mãos.
Olhando para o tapete azul que agora se mistura com barcos e algumas nuvens, lembro da última vez tive a mesma vista. Foi em 2001 quando, em meus ingênuos 13 anos, parti para terras frias em uma breve temporada. Naquela época a dor da partida era para mim ligeira, quase indolor. Eu ainda não tinha experimentado me despedir de uma vez de tantas pessoas amadas. Muito menos tinha responsabilidades tão grandes sobre o meu destino.
Passam flashes em minha mente. Lembro-me de tantas partidas, tantos reencontros. Não entendo por que sempre forço tanto as despedidas. O coração, ao mesmo tempo que se rasga de dor, manda eu seguir, ir mais longe, voar mais alto. E é para mais alto que o avião segue. Subindo até desaparecer o azul do mar embaixo do branco das nuvens. O azul agora fica por conta da imensidão do céu. Adormeço.
Queria eu acordar e perceber que a dor foi só um sonho. Mas acordo já em terras alheias. Não estou em casa, mas é o que por hora tenho que chamar de casa. Algumas coisas não podemos escolher; outras escolhemos e acertamos; outras ainda são escolhas infelizes. Não sei se foi certa ou errada, mas a escolha que fiz com certeza me fez ver o mar, o céu e os dias de outra forma.
E agora, na companhia do álcool e do cigarro, eu só peço que o sono me carregue e faça esquecer essa dor.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Em frente apenas o mar, atrás uma vida. Meus pés brancos, descalços tocam a água. Em frente o futuro, atrás uma cidade. Me distancio, fujo do recente passado.
Fugir sempre parece mais fácil. Não olhar para trás é covardia, mas é o que resta às vezes. Só esqueceram de me avisar que nunca fugimos por completo. Sempre voltaremos o olhar, sempre.
A lágrima sempre rolará nas páginas de um romance ou nos ombros de um novo amigo.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Acabei de reparar que não postei aqui nenhuma vez nos 42 dias no Rio de Janeiro. Bom, posto aqui de Gravatá (SC) e tentarei lembrar de postar lá para contar como andam as coisas.
Os primeiros dias na Cidade Maravilhosa foram corridos. Procurando apartamento, kitnet, quarto para morar. Foi difícil! O Rio é uma cidade para os ricos mesmo. Apartamento de um quarto para alugar praticamente não existe e os que encontrei eram ou caros ou uma espelunca. E tudo sem mobília!
Depois de duas semanas frenéticas atrás de algum lugar para morar acabei decidindo ficar morando na casa da Natália, uma guria que conheci em Floripa na época do terceirão e que fez um semestre de Letras comigo antes de voltar a morar no Rio. Hoje moro no apê dela, alugando o segundo quarto do apartamento. Temos uma convivência muito boa. A Naty é muito divertida e até meio pirada como eu. rsrs
Dia 06 de agosto começou a matéria que estou fazendo como ouvinte no mestrado. O nome é Processamento Linguístico e quem ministra é o meu orientador, o Prof. Marcus Maia. A disciplina que eu ia fazer na graduação aqui acabou não dando certo, ela vai ser ministrada só em dezembro e janeiro. Algumas disciplinas da fonoaudiologia são assim aqui. No lugar desta da fono (Neurolinguística) eu vou ver se consigo assistir uma outra de neuro (Introdução a Neurolinguística) ministrada pela Aniela (fodona da UFRJ) para o mestrado de Linguística também. Vou lá na aula dia 13, vamos ver...
A aula é isso basicamente. Estou começando a fazer meu TCC, que decidi fazer sobre Acesso e Decisão Lexical. Agora na graduação vou ter que fazer mais pela Psicolinguística mesmo, com uma pitada só de Neuro, não era bem o que eu esperava, mas está sendo legal. Tem uma guria do doutorado que está fazendo a tese sobre Acesso Lexical na Neuro que vai me dar um apoio no meu TCC, para fazer os experimentos e tudo. Vai ser bom. Espero!
Continuando sobre a minha rotina no Rio... Estou malhando todos os dias pela manhã na academia do Fluminense, o que tem me dado muita energia para o dia. Quando dá sol e tenho tempo pego um sol na piscina do prédio antes do almoço também. Quero chegar no final do ano morena e sarada. hahahaha
À noite de vez em quando eu e a Naty saimos para as baladas da zona sul. Normalmente Leblon, Ipanema ou para a Hideaway, uma boate que fica ao lado de casa. Falando nisso estou morando em Laranjeiras, um bairro bem tranquilo e bonito. Bem pertinho de casa tenho metrô, o Fluminense, o Palácio da Guanabara, mercados, lojas... Muito bom.
E o coração... Ah, o coração! O Rio de Janeiro tem sido bom também para ele. Consegui me livrar da minha obsessão de até então (sabem quem é, né?) e tenho conhecido pessoas interessantes. O problema, que nem sei se é problema, é que meu órgão vital pulsante teima em voltar a bater de vez em quando por antigas paixões. E voltou agora por uma bem antiga. Posso arriscar a dizer que é uma das mais fortes e persistentes. Um caso complicado.
Mudando de assunto, rsrs, estou agora na casa de praia com a minha família. Vim curtir o feriado e ainda irei para Floripa e São Paulo antes de voltar para o Rio. Confesso que já estou com saudades da Naty e com uma ponta de saudades do Rio. Aquela cidade me conquistou rapidinho. E ontem conversando com meu irmão (sobre os planos de irmos morar juntos em São Paulo ano que vem) fiquei até um pouco triste de pensar que não ficarei no Rio. Mas vai ser meu sonho de sempre, morar em São Paulo! E venho falando que o Rio era só o caminho para chegar em Sampa. =D
Tá, chega de escrever!
Hoje foi bem informal, mais para contar as novidades mesmo. Até é bom para mim colocar assim no papel para deixar mais claro na minha cabeça o que está sendo isso tudo para mim. Uma coisa tenho bem certo: mudanças sempre me fazem muito bem!
Besitos
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