terça-feira, 8 de junho de 2010

Ciclo

Fim.

Vazio...
Despedida
Dor
Cansaço
Realização
Energia
Alegria
Ansiedade
Começo...

Eu recomeço.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Hematomas

Ouvir verdades nem sempre é fácil, ainda mais quando são ditas por pessoas que admiramos, adoramos. Jogaram na minha cara minha fraqueza. Falaram sem dó a confusão que é a minha cabeça, os caminhos milhares que se contorcem na minha frente.
Meu estômago dói novamente, a ansiedade me corrói. Não roo minhas unhas por pura vaidade, mas o cigarro insiste em voltar para minha boca, e ele me acalma. As doses de licor me fizeram perceber que é tudo verdade e que não posso fugir. Mesmo assim corro. Não fisicamente (estou parada no mesmo lugar), mas corro dos meus pensamentos.
Deito na cama para me esquecer do mundo, mas meus olhos não fecham e no teto passa um filme de ação. A personagem principal corre desesperadamente atrás de um trem, busca o tempo, busca o amor, busca a felicidade... A personagem sou eu. Corro, tropesso, caio no chão e choro... Durmo. Sono profundo, sonhos conturbados, choro, aflição.
Acordo e identifico os hematomas, não no corpo, mas no coração: o mundo me espancou.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Como sempre eu disse coisas que não devia. Falei quando deveria ficar calada, me declarei quando deveria ser indiferente.
Agora que tu sabes do meu carinho por ti, o meu coração fica aflito, mais agitado do que já estava. E à noite, quando deveria dormir tranquilamente, fico imaginando o que se passa por essa tua cabeça tão cheia de pensamentos e no labirinto de tuas possíveis ideias eu me perco até que o cansaço me vença e o pai de Morfeu entre no meu corpo.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

E quando eu menos esperava, e por quem eu nunca imaginava, meu coração bateu novamente mais forte. E tu, que eras para mim um simples ser humano, hoje é a face que não sai da minha visão, o corpo que mais procuro ao meu redor. Minhas mãos agora só querem tocar teus braços, não querem mais procurar mãos outras. Minha mente repete teu nome incasavelmente, e eu, que queria apenas ser livre, hoje me prendo ao desejo por ti.

sexta-feira, 26 de março de 2010

No espelho já não vejo aquela inocente garota. O olhar está maduro e o coração tem alguns cortes. O sorriso ainda é o mesmo da menina que sonhava com o príncipe encantado, porém agora gargalha com os lobos maus.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Olhei para trás e pensei "e se eu não tivesse...". Bom, não cabe aqui contar o que pensei na ocasião, mas logo após aquele momento inúmeros "e se" me passaram pela mente. E se eu não tivesse lido tal livro, e se eu não tivesse desistido do curso de moda, e se eu nunca tivesse falado com aquela pessoa, e se eu não tivesse me interessado pelo Movimento Estudantil... Só esta última indagação já faria minha vida ser totalmente diferente. Provavelmente não teria conhecido muitos dos meus grandes amigos, não teria conhecido Belém do Pará, Rio de Janeiro, Brasília.
Não seria a pessoa que sou hoje, seria uma outra Talita, que não consigo imaginar como seria. Seria ela (ou melhor, eu) uma mulher apolítica e capitalista como tudo indicava que eu seria? Seria eu mais uma professora de escola particular, com casa, filhos e um marido para casar? Ou quem sabe uma daquelas professoras de português mau-amadas que todo mundo já teve? (risos)
Após tantas perguntas e imaginações percebi que sim, eu gosto de quem eu sou. Eu gosto de ser essa mulher (às vezes menina) relativamente politizada, culta e livre. Principalmente livre.
Na minha frente só as pessoas que respeito, mas nenhuma que me prenda. Minhas asas podo eu, se bem que prefiro nem podar, gosto de voar para onde os ventos me levarem. E se um dia o espinho de uma roseira por que passar me ferir mortalmente na minha ampla asa, olharei para trás e verei o grande mundo que percorri e os sentimentos que conquistei. Olhando novamente para o espinho verei que tudo valeu a pena, pois grande é minha alma e maior ainda minha vontade de voar.
O medo e os "e se" são apenas uma fina neblina pela qual eu rapidamente passo. Após a neblina há uma linda paisagem e o medo se torna apenas mais um frio na barriga neste corpo permeado por tantas sensações.
Para quem quiser voar ao meu lado alegremente eu digo: o céu é enorme e nele iremos cruzar nossos voos quando os ventos forem favoráveis.

(Texto não definitivo, ainda sujeito a mudanças.)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Eu quero escrever, mas só consigo ler, ler, ler e ler. Pelo menos isso estou fazendo.
Leitura que recomendo: O povo brasileiro, de Darcy Ribeiro. Muito bom!

Beijos