sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Olhei para trás e pensei "e se eu não tivesse...". Bom, não cabe aqui contar o que pensei na ocasião, mas logo após aquele momento inúmeros "e se" me passaram pela mente. E se eu não tivesse lido tal livro, e se eu não tivesse desistido do curso de moda, e se eu nunca tivesse falado com aquela pessoa, e se eu não tivesse me interessado pelo Movimento Estudantil... Só esta última indagação já faria minha vida ser totalmente diferente. Provavelmente não teria conhecido muitos dos meus grandes amigos, não teria conhecido Belém do Pará, Rio de Janeiro, Brasília.
Não seria a pessoa que sou hoje, seria uma outra Talita, que não consigo imaginar como seria. Seria ela (ou melhor, eu) uma mulher apolítica e capitalista como tudo indicava que eu seria? Seria eu mais uma professora de escola particular, com casa, filhos e um marido para casar? Ou quem sabe uma daquelas professoras de português mau-amadas que todo mundo já teve? (risos)
Após tantas perguntas e imaginações percebi que sim, eu gosto de quem eu sou. Eu gosto de ser essa mulher (às vezes menina) relativamente politizada, culta e livre. Principalmente livre.
Na minha frente só as pessoas que respeito, mas nenhuma que me prenda. Minhas asas podo eu, se bem que prefiro nem podar, gosto de voar para onde os ventos me levarem. E se um dia o espinho de uma roseira por que passar me ferir mortalmente na minha ampla asa, olharei para trás e verei o grande mundo que percorri e os sentimentos que conquistei. Olhando novamente para o espinho verei que tudo valeu a pena, pois grande é minha alma e maior ainda minha vontade de voar.
O medo e os "e se" são apenas uma fina neblina pela qual eu rapidamente passo. Após a neblina há uma linda paisagem e o medo se torna apenas mais um frio na barriga neste corpo permeado por tantas sensações.
Para quem quiser voar ao meu lado alegremente eu digo: o céu é enorme e nele iremos cruzar nossos voos quando os ventos forem favoráveis.

(Texto não definitivo, ainda sujeito a mudanças.)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Eu quero escrever, mas só consigo ler, ler, ler e ler. Pelo menos isso estou fazendo.
Leitura que recomendo: O povo brasileiro, de Darcy Ribeiro. Muito bom!

Beijos

domingo, 10 de janeiro de 2010

Te esperei, não vieste.
Te chamei, não me ouviste.

Não vou te implorar,
não me abaixo para pegar migalhas.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Natal

Natal é data de comer, beber, rever a família e cantar músicas em alemão.
Para mim natal talvez seja mais significado de trabalho do que outra coisa, mas feliz natal para todos.
Ontem fui para a casa de praia dos meus avós escutando Velhas Virgens e lendo Pablo Neruda, viagem boa demais. Depois bebi cerveja com meu pai, meu tio e meu avô. Ri demais com toda a família. Gosto disso de todos reunidos, eram 22 pessoas ontem, faltaram 4 pessoas. As 26 estarão reunidas domingo para a festa de aniversário do meu avô... 74 anos! Quase 3/4 de século.

Hoje deixo um poema de um amigo baiano, Claudinei.
Beijos

Tratado sobre o desejo
O que nos consome é o tédio
A morte não faz mal a ninguém,
Já o tédio... Esse destrói tudo,
Esse nos destrói

A vida é pra ser explorada intensamente.
Intensamente em ações e não em palavras.

O que os moralistas
Chamam de pecado
Chamaremos de prazer

Pecado ou prazer não nos importará
Poderemos até morrer,
Mas o tédio não nos consumirá

Só os fracos preferem o tédio
A ter seu belo nome sujo na sociedade.
Pois bem! Sujem meu nome,
Mas, deixem-me sem tédio.

A vida sem pecado é uma vida Inútil
Quero o pecado tão quanto o faminto quer o pão
Quero você hoje, amanhã e depois.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Agora com 22 anos (completados no dia 18)... A idade vai avançando e o juízo parece se esquecer de mim. Ou será eu dele? rsrsrs
Apesar de o semestre já ter terminado eu continuo sem tempo, agora trabalhando o dia inteiro. Vou deixar uma poesia, do Drummond para variar, para não deixar o blog tão esquecido.



CONSOLO NA PRAIA


Vamos, não chores.
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.

O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.

Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis carro, navio, terra.
Mas tens um cão.

Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o humour?

A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.

Tudo somado, devias
precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento...
Dorme, meu filho.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ainda sem tempo, agora trabalhando o dia inteiro.
Bom, vou postar uma coisa que escrevi e que ainda não gosto tanto, mas quem sabe agora aqui no blog eu passe a gostar dela. rsrs
Besos

Fecho a janela e os meus olhos,
abro os meus braços,
quero sentir teu coração.
Eu vou de cabeça e sem cabeça.
O juízo, já não sei onde o perdi,
mas
sei onde posso te encontrar.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Finaleira!

Última semana! Até sexta-feira entrego meus dois últimos trabalhos (ainda faltam dois ensaios monográficos, um artigo e uma prova) e na sexta mesmo vou para Brasília para o Encontro Brasiliense de Estudantes de Letras e para curtir um pouco os amigos que tenho por lá. Ah, vou ministrar novamente a oficina de boxe. Vai ser mais curta, mas espero que seja tão boa quanto a de Niterói. Vou colocar a galera para se mexer um pouco. rsrsrs
Ah! Já sinto o cheiro das férias e mal posso esperar para ter tempo para ler e escrever o que eu quero e não o que mandam. Já comecei a escrever alguns textos, mas estou sem tempo para terminar para postar aqui.

Bom, vou voltar ao artigo.
Besos.