Natal é data de comer, beber, rever a família e cantar músicas em alemão.
Para mim natal talvez seja mais significado de trabalho do que outra coisa, mas feliz natal para todos.
Ontem fui para a casa de praia dos meus avós escutando Velhas Virgens e lendo Pablo Neruda, viagem boa demais. Depois bebi cerveja com meu pai, meu tio e meu avô. Ri demais com toda a família. Gosto disso de todos reunidos, eram 22 pessoas ontem, faltaram 4 pessoas. As 26 estarão reunidas domingo para a festa de aniversário do meu avô... 74 anos! Quase 3/4 de século.
Hoje deixo um poema de um amigo baiano, Claudinei.
Beijos
Tratado sobre o desejo
O que nos consome é o tédio
A morte não faz mal a ninguém,
Já o tédio... Esse destrói tudo,
Esse nos destrói
A vida é pra ser explorada intensamente.
Intensamente em ações e não em palavras.
O que os moralistas
Chamam de pecado
Chamaremos de prazer
Pecado ou prazer não nos importará
Poderemos até morrer,
Mas o tédio não nos consumirá
Só os fracos preferem o tédio
A ter seu belo nome sujo na sociedade.
Pois bem! Sujem meu nome,
Mas, deixem-me sem tédio.
A vida sem pecado é uma vida Inútil
Quero o pecado tão quanto o faminto quer o pão
Quero você hoje, amanhã e depois.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
domingo, 20 de dezembro de 2009
Agora com 22 anos (completados no dia 18)... A idade vai avançando e o juízo parece se esquecer de mim. Ou será eu dele? rsrsrs
Apesar de o semestre já ter terminado eu continuo sem tempo, agora trabalhando o dia inteiro. Vou deixar uma poesia, do Drummond para variar, para não deixar o blog tão esquecido.
Apesar de o semestre já ter terminado eu continuo sem tempo, agora trabalhando o dia inteiro. Vou deixar uma poesia, do Drummond para variar, para não deixar o blog tão esquecido.
CONSOLO NA PRAIA
Vamos, não chores.
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.
O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.
Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis carro, navio, terra.
Mas tens um cão.
Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o humour?
A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.
Tudo somado, devias
precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento...
Dorme, meu filho.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Ainda sem tempo, agora trabalhando o dia inteiro.
Bom, vou postar uma coisa que escrevi e que ainda não gosto tanto, mas quem sabe agora aqui no blog eu passe a gostar dela. rsrs
Besos
Fecho a janela e os meus olhos,
abro os meus braços,
quero sentir teu coração.
Eu vou de cabeça e sem cabeça.
O juízo, já não sei onde o perdi,
mas sei onde posso te encontrar.
Bom, vou postar uma coisa que escrevi e que ainda não gosto tanto, mas quem sabe agora aqui no blog eu passe a gostar dela. rsrs
Besos
Fecho a janela e os meus olhos,
abro os meus braços,
quero sentir teu coração.
Eu vou de cabeça e sem cabeça.
O juízo, já não sei onde o perdi,
mas sei onde posso te encontrar.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Finaleira!
Última semana! Até sexta-feira entrego meus dois últimos trabalhos (ainda faltam dois ensaios monográficos, um artigo e uma prova) e na sexta mesmo vou para Brasília para o Encontro Brasiliense de Estudantes de Letras e para curtir um pouco os amigos que tenho por lá. Ah, vou ministrar novamente a oficina de boxe. Vai ser mais curta, mas espero que seja tão boa quanto a de Niterói. Vou colocar a galera para se mexer um pouco. rsrsrs
Ah! Já sinto o cheiro das férias e mal posso esperar para ter tempo para ler e escrever o que eu quero e não o que mandam. Já comecei a escrever alguns textos, mas estou sem tempo para terminar para postar aqui.
Bom, vou voltar ao artigo.
Besos.
Ah! Já sinto o cheiro das férias e mal posso esperar para ter tempo para ler e escrever o que eu quero e não o que mandam. Já comecei a escrever alguns textos, mas estou sem tempo para terminar para postar aqui.
Bom, vou voltar ao artigo.
Besos.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Onda
"(...)como uma onda para a praia na tua direcção vai meu corpo(...)"
Antônio Lobo Antunes. Memória de Elefante, p. 92.
Antônio Lobo Antunes. Memória de Elefante, p. 92.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Igual-Desigual
Eu desconfiava:
todas as histórias em quadrinho são iguais.
Todos os filmes norte-americanos são iguais.
Todos os filmes de todos os países são iguais.
Todos os best-sellers são iguais.
Todos os campeonatos nacionais e internacionais de futebol são
iguais.
Todos os partidos políticos
são iguais.
Todas as mulheres que andam na moda
são iguais.
Todas as experiências de sexo
são iguais.
Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e rondós são iguais
e todos, todos
os poemas em versos livres são enfadonhamente iguais.
Todas as guerras do mundo são iguais.
Todas as fomes são iguais.
Todos os amores, iguais iguais iguais.
Iguais todos os rompimentos.
A morte é igualíssima.
Todas as criações da natureza são iguais.
Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais.
Contudo, o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho
ou coisa.
Não é igual a nada.
Todo ser humano é um estranho
ímpar.
Carlos Drummond de Andrade.
(Do meu mais novo xodó, o livro A paixão medida.)
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